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Comer pode ser um vício? Os perigos da compulsão alimentar.

A alimentação é muito importante e essencial para a sobrevivência de todos os seres vivos. Na natureza cada espécie alimenta-se de uma maneira diferente. O ser-humano, por exemplo, transformou o simples ato de comer em um grande prazer. A culinária virou estudo, os alimentos ganharam preparos distintos dependendo da cultura, e com o tempo passamos a comer por gosto e vontade. E convenhamos, comer um prato bem feito é realmente muito bom, não acha? A cada dia são descobertos novos nutrientes e maneiras de aproveitar melhor os alimentos. Uma nutrição adequada é capaz de diminuir o estresse, manter-nos ativos e bem dispostos. Além de evitar e agir no tratamento de certas doenças. Os alimentos são uma benção! E tudo isso poderia ser muito positivo, se não houvesse um problema: o exagero!

A cada ano os números de obesos cresce no mundo todo. À medida que os números aumentam mais pesquisa são feitas para avaliar o comportamento das pessoas e procurar alternativas para diminuir os casos de obesidade.

Infelizmente diminuir a porção e cortar certos alimentos do cardápio não é a solução. Para muitas pessoas comer é uma compulsão e precisa ser tratada como um transtorno.

Em 1990 após pesquisas em laboratórios, Coleman e Friedman diagnosticaram que há fatores hormonais envolvidos na obesidade. A visão atual compara a neurobiologia da obesidade como uma compulsão e até comparada ao vício. Quando uma pessoa compulsiva sente fome os hormônios liberados pelo aparelho digestivo ativam circuitos cerebrais de recompensa localizados no núcleo estriado. Essa área contém concentrações elevadas de endofirna, que está ligada à sensação de prazer. Os alimentos com carboidrato e gordurosos aumentam sensorialmente o sistema de recompensa, o que dificulta a ação dos hormônios da saciedade. A sensação de prazer, ou a falta dela, gera a compulsão alimentar. À medida que o peso aumenta o organismo responde aumentando os níveis sanguíneos de leptina, insulina e outros supressores do apetite.

Com o tempo o corpo torna-se tolerante às ações dos hormônios, e no caso da obesidade os circuitos de recompensa exigem quantidades cada vez maiores de alimentos para sentir saciedade. No resumo, pessoas obesas precisam comer mais para sentir a mesma sensação de saciedade que pessoas magras sentem quando ingerem menores quantidades de alimentos.

A obesidade não é causada por falta de força de vontade. Como nas drogas causadoras de dependência, a compulsão pela comida provoca um feedback nos centros cerebrais de recompensa: quanto mais calorias você consome, mais fome sente e maior é a dificuldade para aplacá-la. –  Paul Kenny, do Scripps Research Institute

Segundo o IBGE no Brasil, 56,9% das pessoas com mais de 18 anos estão com excesso de peso, e 20,8% das pessoas são classificadas como obesas.

Como podemos reduzir esses dados e prevenir a obesidade? A resposta pode parecer simples, mas é eficaz; cuidar e prevenir. A prevenção ainda é muito importante. As armadilhas são muitas! Pare para pensar na quantidade de alimentos industrializados ricos em gorduras e carboidratos, refrigerantes, biscoitos, salgadinhos, massas, e fast-foods, que estão na prateleiras e restaurantes. Evitá-los é um bom começo. A falta de exercícios físicos e uma vida desequilibrada também pioram o quadro, criando condições para que a obesidade atinja crianças, jovens e adultos. É muito importante seguir uma orientação médica, optar pela reeducação no estilo de vida e, se for preciso, procurar tratamento clínicos. Não adianta esperar, cuidar do peso é algo constante e deve ser feito dia a dia.

 

FONTES: www.drauziovarella.com.br /  www.saude.terra.com.br

Hadassah

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